terça-feira, agosto 25

é como se a inspiração de outrora, bem mais eminente e veloz estivesse adormecida. (será o seu fim? ) de que precisamos para escrever?
de que se alimenta aquele que escreve? daquilo que lê? daquilo que vê? daquilo que sente? ou de um conjunto mais ou menos equilibrado entre isto e mais um par de botas?
houve tempos em que escrever era um exercício diário, parte de uma rotina bem mais saudável, bem mais feliz, bem mais intelectual.
perderemos para sempre o ímpeto criativo, uma vez fechada a gaveta? ou será possível retomá-lo, talvez no próximo desgosto, na próxima surpresa, na próxima viagem?
onde encontrar as respostas? ficar à espera? ou não questionar de todo?

ou será que, como dizia o outro, "the answer my friend, is blowing in the wind..."?

4 comentários:

Joli disse...

A inspiração é algo bastante inconstante, eu que o diga xD Houve alturas em que escrever um post por dia não me chegava para deitar cá para fora tudo o que precisava... agora estou de férias, tenho tempo para escrever, e inspiração... onde? xD Mas isso é normal, e acho que depende mesmo dum equilibrio entre vários factores. Vais ver que quando tiver que ser, a inspiração vai voltar ^^

Beijinho :)

Custódia C.C. disse...

As respostas nem sempre se encontram.
Questionar sim, sempre!
Os dias são todos diferentes e há um em que, sem se dar por isso a inspiração chega de novo.
Entretanto aproveita-se o momento para outras coisas. Não precisam de ser obrigatoriamente criativas :)
Bom fim-de-semana!

Alcebíades José disse...

O fim não é certamente, um até já talvez, mas um adeus nunca... Pois também eu me sinto atordoando, tremulo.
Acho que escrever cansa, talvez seja isso, cansa. Sobre tudo a quem o faz com vontade.

Descansemos então os dois, com a promessa de voltar um dia.

Hugo Ferreira disse...

Não escrevia nada desde miúdo, alguns anos já se passaram.
Ontem acordei, tive de escrever 10 poemas, e tanto ficou por escrever.
A escrita, pintura, fotografia... qualquer arte é uma forma de expressão, e quando temos que deitar a emoções cá para fora e não encontramos outra forma, aparece a "inspiração".