quinta-feira, junho 18

post scriptum

quero que saibas que apesar do escrevi, um orgulho profundo me preenche, por saber que és Maior que o mundo, que as palavras, que o próprio existir.
voa. voa. fecha os olhos e voa.
vais no caminho certo.

(um dia vou ter contigo )

ao longe, tu.

tive de parar tudo.
tive de parar tudo o que estava a fazer para te vir escrever. não aguentava mais um minuto.
tive de parar tudo.

há músicas que são como se fossem tuas. porque são como se estivesses ao meu lado sempre que as ouço. como esta.
por isso tive de parar tudo. para te escrever.

daqui a 1 semana vais embora.
tens a coragem de abrir bem os pulmões e respirar fundo, em busca de novos mundos, outras cores. devíamos todos ser como tu. ir atrás de nós até onde fosse preciso, até quando fosse preciso, sempre que fosse preciso.
e tive de parar tudo.
de repente, ao ouvir a música percebi aquilo que ando a tentar evitar desde que me deste a boa notícia. que vais mesmo estar longe durante muito tempo. quanto tempo? voltarás?

tive de parar tudo.
o coração tornou-se maior que as palavras e rebentou em lágrimas densas e compulsivas.
desta vez tive de parar de te escrever.

bem sei que não estamos juntos todos os dias, nem falamos a todas as horas, mas penso em ti sempre e às vezes até falo contigo sem saberes, e ouço os conselhos que me dás em silêncio.
a partir de agora, como vai ser? deixas-me continuar a falar para ti no escuro?
lembrar-te-ás de mim?...

para onde irá o nosso Tejo, que será da nossa Lisboa?

vais embora, vai parar tudo.


terça-feira, março 31

fais la fête

lisboa pelos nossos olhos é outra lisboa que mais ninguém sabe tão bem. é a lisboa que nos enche as medidas e os olhos, é a lisboa dos encontros e desencontros acidentais, a lisboa do centro comercial do martim moniz, do adamastor, da feira da ladra e do torel. é a lisboa como ansiolítico dos dias menos bons.
a lisboa pelos nossos olhos, pelos nossos corações sabe melhor. sabe tão bem. a lisboa das respostas. e das procuras. a lisboa da tua lente, do teu cinema.
vai correr tudo bem, digo-te. num piscar de olhos, numa respiração, nada preciso de te dizer para que saibas tudo. é como se te conhecesse há mais tempo do que a vida. seguras-me as lágrimas num abraço, apertas-me com força e dizes-me também, vai correr tudo bem. por que é que acredito em ti? é da nossa lisboa? ou é assim a nossa lisboa porque somos nós?
a sorte de ter um amigo como tu. um irmão que és tu.

para o luís.


segunda-feira, março 23


" a noite passada um paredão ruiu. pela fresta aberta o meu peito fugiu..."

segunda-feira, março 16

o povo é que sabe.


E isso é "claro, claro, mais claro que a clara de um ovo".

manif dia 13, 6f. Lisboa.

domingo, março 8

esse teu jazz

cantar assim como tu era o que eu queria. abrir a boca e encher um palco imenso, uma multidão maior. cantar assim era o que eu queria, assim como tu.
posso ficar uma noite inteira com a tua voz. esse teu jazz. "du bop bop dii lele aaaaa..."
faltam menos de 15 minutos. roupas por todo o lado, uma mala de viagem tão cheia. toma, trouxe-te uma prenda. vira a cara, pára quieta, olha para cima. isso, estás linda. rímel e já está. até já. o microfone espera por ti ali em cima, consegues ver?

spring can really hang you up the most.

sexta-feira, março 6

ausência

a Rua tem andado muito quieta. quieta demais, mais do que o esperado. razões? talvez a inércia da minha própria imaginação. quem saberá.
chega de melancolias.
prometo tentar revitalizar este espaço. voltar a ver-vos diariamente, seguir-vos e acompanhar-vos também a vocês que mesmo assim, ainda não me abandonaram.
aceitam-se sugestões.